Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de março de 2018

Pensamento da Semana


"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?" Luis Fernando Veríssimo

---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte / Whatsapp: +55 11 9 9883-8383

domingo, 11 de março de 2018

Pensamento da Semana



---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte / Whatsapp: +55 11 9 9883-8383

domingo, 4 de março de 2018

Pensamento da Semana


A maioria pensa com a sensibilidade, e eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.

Fernando Pessoa
---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte / Whatsapp: +55 11 9 9883-8383

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Foto: Havia um Bexiga no Meio do Caminho, por Joyce Gomes


Foto: Joyce Gomes
E como diria Drummond:

"Havia uma pedra no caminho, Uma pedra no caminho havia..."

Nesse caso é:

"Havia uma bexiga no caminho, Uma bexiga no caminho havia..."

---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte / Whatsapp: +55 11 97507-1082

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Vida em manchetes, por Luís Fernando Veríssimo

- Viu só? Caiu outro avião.
- É. Desta vez foram 85 mortos.
- Já tomei uma decisão: nunca mais entro em avião.
- Bobagem.
- Bobagem é morrer.
- Então não entra mais em carro, também. Proporcionalmente, morrem mais pessoas em acidentes de...
- Mas não entrar em automóvel eu já tinha decidido há muito tempo! Você não notou que eu ando mais magro? É de tanto caminhar.
- Você caminha por onde?
- Como, por onde? Pela calçada, ué.
- Dá todo dia no jornal. “Ônibus desgovernado sobe na calçada e colhe pedestre. Vítima tinha jurado nunca mais entrar em qualquer veículo.” A chamada ironia do destino.
- Quer dizer que calçada...
- É perigosíssimo...
- O negócio é não sair de casa.
- E, é claro, mandar cortar a luz.
- Por que cortar a luz?
- Pensa num dedo molhado e distraído na tomada do banheiro. “Caiu da escada quando trocava lâmpada. Fratura na base do crânio.”
- Está certo. Corto a luz.
- “Tropeça no escuro e bate com a têmpora na quina da mesa. Morte instantânea.” E você vai cozinhar com quê?
- Gás.
- Escapamento. “Vizinhos sentiram cheiro de gás e forçaram a porta: era tarde.” Ou: "Explosão de botijão arrasa apartamento.”
- Fogareiro a querosene.
- “Tocha humana! Morreu antes que...”
- Comida enlatada fria.
- Botulismo.
- Mando comprar comida fora.
- Espinha de peixe na garganta. Ossinho de galinha na traqueia. “Comida estragada, diarreia fatal!”
- Não preciso de comida. Vivo de injeções de vitamina...
- Hepatite...
- ... e oxigênio
- Poluição. “Autópsia revela: pulmão tava pior que saco de café.” Estrôncio 90 francês.
- Vou viver no campo, longe da poluição, do trânsito...
- Picada de cobra. Coice de Mula. Médico não chega a tempo.
- Não saio mais da cama!
- Está provado: 82 por cento das pessoas que morrem, morrem na cama. Não há como escapar.
- Mas eu escapo. A mim eles não pegam. Tenho um jeito infalível de escapar da morte.
- Qual é?
- Eu vou me suicidar.


---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O Alckmin está certo por Claudio Domingos Fernandes



Educação é aquilo que fica depois que você esquece o que a escola ensinou. Albert Einstein

Jantávamos, quando o mais novo perguntou-me: 

“Pai porque o Alquimi não gosta da escola?”

“Como assim?” Perguntei-lhe.

“É, a minha professora disse que ele vai fechar as escolas. Como eu vou aprender a ler? Você me insina?”

Eu procurei explicar-lhe as razões do Alckimin.

"Veja bebê, é que para o governador as escolas são como gaiolas, elas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo e deixem de ser pássaros. Ele acha triste ver meninos e meninas sentados enfileirados em alas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem. Para ele, cabe à escola, aparelho ideológico do Estado, servir aos interesses da classe social dominante. Ela está a serviço da manutenção da dominação de uma classe sobre a outra, é alienante, justifica a distribuição social e econômica desigual. Ele sabe que a necessidade da educação é sentida por todos os homens, que as pessoas adoram aprender, amam a educação e a buscam, da mesma forma que amam e buscam o ar que respiram. Mas segundo ele apurou, nos últimos 20 anos, a escola não apenas conseguiu inculcar nos alunos a aversão para com a educação, ela também os induziu a praticar a hipocrisia e a trapaça, em decorrência da posição não-natural em que os coloca. E, avaliando bem seu governo ele concluiu que a afirmação muito comum de que a escola é basicamente um lugar de custódia em vez de educação contém um traço de verdade. Considerando então a escola como instituição de sequestro, instrumento de manutenção do status quo social que visa formar um determinado tipo de sujeito assujeitado ao sistema social capitalista dominante com uma educação fragmentada, do tipo bancária, com conteúdos e métodos impostos de fora, baseada na hierarquia e na autoridade, na vigilância e na punição, ele resolveu reestruturar o sistema de ensino, para isto ele precisa fechar algumas escolas."

“Minha professora disse que ‘quem fecha escola abre prisões’”, ponderou o de mais idade.

"Para o nosso governador as escolas já são prisão, pois, ele explica: “qualquer lugar onde alguém está contra a sua vontade é, para este alguém, uma prisão”. De seus elevados estudos, ele concluiu que: “nossas crianças e jovens desejam estar em muitos lugares a um só tempo, menos na escola”, ou seja, a escola é já uma prisão. Ele entendeu que seu governo construiu um sistema de ensino distanciado da realidade e das necessidades de suas gerações (do mais novo e do de mais idade). Ele só está se redimindo. Depois, que mal há construir prisões. Lá as pessoas não trabalham, são bem alimentadas e recebem do INSS, tem vida melhor? Eu bato palmas para o Geraldo!!!"

Eu sei que os meninos não entenderam a ironia das razões que lhes apresentei. O importante é que eles não contem apenas com a escola seja ela prisão ou um grande parque de diversão, como a desejou o saudoso Gaiarsa, para serem. 

“Ser o quê?” Pergunta-me o mais novo. 

“Ser, bebê, ser. O atributo cabe a você acrescentar”. 

Ele não entendeu isto também. Entenderá, com o tempo entenderá, para além dos muros escolares, com os compadres e amigos que nos cercam. 


Claudio Domingos Fernandes

---
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br
---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Soneto "Braços e Aletas", por Cairo Pereira

III

Verdadeiro Voo

Mas quanta loucura que existe no ser
que insiste em dizer as loucuras pagãs!
- Eu voo as manhãs com excelso poder
e o mundo hostil vê... - Tais idéias são vãs!

Não sei... - por ventura ou nefasto pensar
que dizes flanar como o mais ledo pássaro...
Teu senso no báratro atroz - negro mar
- já deve pousar, pois não passas de Lázaro.

Porque o poetoide tem mil pensamentos
e voa nos Tempos com tua invenção.
Os sisos são naves que cortam os ventos,

mas vives momentos de pura ficção.
O pássaro voa por si, jubiloso
sem nunca investir contra o bardo tinhoso.

Cairo Pereira
26/01/2009 12h30



---
É paulistano e vive em Poá (SP). Possui 9 livros inéditos de poesia e 2 romances eróticos. Teve poemas publicados em Antologia Poética e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta, sob a orientação de William Ferro Atualmente está cursando Fotografia na Universidade Paulista (UNIP). E desenvolve o blog Com Sabor de Trufas. Facebook: Cairo Pereira.


---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Sem título, por Anderson Borges



E ainda que tenha tantos nomes, códigos, obedeça a tantos padrões, carregue tantas responsabilidades, tantas identificações.... Ainda assim às vezes me vejo um indigente no meio do mundo. Sem pátria, sem língua, sem herança pra chamar de minha. Sem razão e sem direção, apenas caminhando por força do instinto, me drogando com doses não tão generosas de esperança para depois achar que nada faz sentido.




Anderson Borges
06/03/2014




---
Professor da Rede de Ensino de Suzano, Graduado em Pedagogia (UMC), Pós-Graduado em Educação Especial (Uninove), participante da Diretoria Executiva da Associação Cultural Opereta, bem como do Núcleo Teatral e Comunicação da Opereta e integrante do Cia. Siso Teatral. Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Inclusão Escolar: O Processo de Escolarização de Egresso de Escola Especial Marcado pela Tentativa de Retorno Após Inclusão de Ensino Comum", sob a orientação da Profª. Drª Tatiana Platzer do Amaral (Menção Honrosa - 2008). Participou da Oficina de Montagem Teatral "Passos da Paixão" (de 2009 a 2013); do Curso de Artes Cênicas pelo Ponto de Cultura da Associação Cultural Opereta "Projeto Mãos à Obra" (2010), do Curso Livre de Artes Cênicas Associação Cultural Opereta/ APAC (2011); da Oficina "O Espaço Cênico e a Indumentária" na Oficina Cultural Mazzaroppi (2010). Atuou nos espetáculos teatrais "Passos da Paixão" (Direção Cia de Teatro Roda Mundo, Associação Cultural Opereta - de 2009 a 2013); O Auto da Luz (Direção Marco Senna, Núcleo Teatral Opereta - de 2009 a 2012); O Parturião (Direção Patrícia Albuquerque, Associação Cultural Opereta - 2010); Kibuxixo (Direção Terezinha Mesquita, Cia Siso Teatral / Cia Teatral Garra - 2011); Epístola (Direção Terezinha Mesquista, Cia Siso Teatral / Cia Teatral Garra - 2011), A Farsa do Advogado Pathelin (Direção Terezinha Mesquista, Cia Siso Teatral - 2011); A Peça Didática de Baden Baden (Direção Fernandes Júnior, Associação Cultural Opereta/APAC - 2011); Almas de Pedra (Direção Dílson Rufino, Núcleo Teatral Opereta - 2011); Almas Peregrinas (Direção Ailton Ferreira, Núcleo Teatral Opereta - 2012/ 2013); Cabaré (Direção Fernandes Júnior, Cia Siso Teatral - 2012); A Última Instância (Direção Wolney de Assis, Cia Siso Teatral - 2012/2013); Fragmentos: No Escritório de Um Advogado (Direção Geral Tuane Vieira, Direção de Cena Cibele Zuchi, Cia Siso Teatral - 2013). Atualmente exerce a função de Direção Geral da Cia Siso Teatral. E é um dos organizadores do blog Balcão da Arte.



---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

domingo, 27 de setembro de 2015

Todos pela educação, por Claudio Domingos Fernandes



TODOS PELA EDUCAÇÃO
“Toda pedagogia é uma estratégia política” (Paulo Freire, ou não)

“A verdade”, explica um amigo meu, citando Protágoras, “não existe.” “O que existe é a minha capacidade de, com armas, dinheiro ou argumentos, convencer o outro que estou certo, mesmo estando errado. Está é a essência da política. Qualquer outra ética, se não é ingenuidade, é alienação religiosa, que dá no mesmo.” Ouvindo tal assertiva, um outro amigo conclui: “o bom político é como o lobo: convence o carneiro que ele pode ser lobo também, enquanto o tosquia”. Esta arenga toda nasceu de um debate sobre educação, que conduziu à seguinte conclusão: “Nós, em nossas escolas, sustentamos os argumentos do lobo, mesmo quando argumentamos contra.”


Claudio Domingos Fernandes

---
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br

---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cale-se, por Joyce Gomes

Você quer falar e
Eu não quero te ouvir!

Fale alto, baixo...
Tanto faz
Cale-se!
Estou surda!

Você fala demais,
Não me permite
Escutar...
Cale a boca e
Só ouça!

Agora é a minha hora...
Espere o seu tempo.
Dê o meu,
Mas...

Parar de se comunicar:
Jamais!

Joyce C. L. Gomes
09/09/2015




---
Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC) e em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). Conquista da Menção Honrosa e de Prêmios com o grupo Vibe Comunicação na UMC: Relatório Acadêmico "Do Fusca ao New Beetle: Trajetória de Campanhas (Menção Honrosa - 2009)"; Painel, Relatório e Campanha Alternativa "Marketing Esportivo no Futebol" (Prêmio Excelência - 2010); Painel e Campanha Publicitária "Associação Cultural Opereta" (Prêmio Excelência - 2011). Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Trajetória de campanhas do Fusca e o seu impacto sobre o consumidor" (2010/2011). Foi voluntária, de 2011 a 2013, como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Instituição Cultural Sem Fins Lucrativos Associação Cultural Opereta. Conquista do Prêmio (2011) e da Menção Honrosa (2012) no 7º e 8º Prêmio Mogi News/ Chevrolet de Responsabilidade Social com o Projeto "Passos da Paixão", da Associação Cultural Opereta. Recebeu convite e teve 10 poemas publicados na coletânea “Palavra é Arte”, da Cultura Editorial (2014). Atualmente desenvolve os blogs Anderson Borges, Balcão da Arte, Guitarra Flutuante e Joyce Gomes: Professora e Publicitária.




---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Atualizar-se é preciso, por Jhony Uriel


A arte por si só tem em sua natureza a mudança, seja em termos físicos intelectuais ou espirituais, sua função é também dar forma a coisas invisíveis. Não é só em um povo ou época que a arte é sinônimo de transformação, a transformação se faz presente em diversos sentidos. Os insumos que aos nossos olhos já associamos à Arte, não necessariamente foram feitos exclusivamente para o desenvolvimento a aprimoramento da mesma, mas cada um deles trouxe consigo possibilidades que os artistas prontamente se aprofundaram e aderiram (ex.: papel, espelhos de vidro, câmara escura, plásticos ou até mesmo a Internet). As práticas artísticas foram sendo adotadas através dos milênios, seja por pressões sociais e políticas de mutação, novos costumes, celebração dos mortos, propagandas de Estado, e ainda tantos outros fins, resumidamente, de um tempo pra cá a Arte começou a ser considerada e vista como tradição, sendo venerada e ainda responsável por diversas reinvenções em série.

Na arte as mudanças conceituais ocorrem de acordo com uma constante, uma série de acontecimentos – não necessariamente consecutivos, mas de acordo com o passar do tempo que se percebe que uma ideia foi revolucionária. No decorrer deste caminho vão sendo feitas diversas adaptações, um bom exemplo é a troca de pinturas que antes eram feitas apenas sobre painéis, agora os artistas passaram a fazer uso da tela. É preciso explorar as mais diversas possibilidades, atualizar-se foi algo bem necessário nos tempos onde a sofisticação também tornou-se parâmetro no meio artístico soar melhor e mais virtuoso é necessário enquanto agentes das artes manuais.

As práticas de pintar paredes de cavernas e queimar argila tem função de resgatar e remontar dezenas de milhares de anos, agora com a era digital tudo toma caráter de continuidade e acumulativo, ainda é possível fazer uso das técnicas de outrora, os artistas ainda se comunicam dessa maneira, a única ressalva é no que diz respeito a dar espaço também às novas ferramentas, o intuito é somar e fazer uso sim de cada fase subsequente da arte.


Jhony Uriel

---
Jhony Uriel
Iniciou os estudos da voz aos 12 anos. Ingressou no coral da cidade de Poá. Estudou música popular com os professores/ cantores Cleyton Gonçalves e Lucy Ferreira. Participou de aulas de canto lírico com a musicista Nalini Menezes. É especializado em Expressão & Canto com a cantora Ziza Fernandes na Oficina Viva Arte, Voz e Vida. Atuou como vocalista na Banda Arkahan durante 3 anos. Participou do show musical "Tributo Cazuza" (direção de Maurício Lencasttre - 2012 a 2014). Atuou nas montagens das peças teatrais: "Tempo de Primavera" (2012 a 2015); "Fragmentos Cômicos" (direção de Renato Alves- 2012); "Lobo Mau e os Três Porquinhos" (direção de Renato Alves - 2012 a 2014); "Ursinhos Carinhosos e a Corrida Pelo Reino" (direção de Alessandra Ferraz e Renato Alves - 2012 a 2013); "Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau" (direção de Renato Alves - 2012 a 2013); "Ensaio Sobre a Ilha Vera Cruz" (direção de Fernandes Júnior - 2013); "Redescobrindo a 2ª Guerra Mundial" (direção de Wilson Caetano - 2013); "Dom Quixote, O Homem de La Mancha" (direção de Marco Senna, Projeto Mãos à Obra, Associação Cultural Opereta - 2013 a 2014); "A Casa de Bernarda Alba" (direção de Marco Senna, Projeto Mãos à Obra, Associação Cultural Opereta - 2014); "Passos da Paixão" (Direção Cia de Teatro Roda Mundo, Associação Cultural Opereta - 2015). Recebeu prêmio de menção honrosa em 2008 com destaque no prêmio de Língua Portuguesa da cidade de Poá. Atualmente, é graduando em Artes Visuais pela Universidade Cruzeiro do Sul, leciona o curso de Expressão & Canto na Escola Musidance, bem como, é colunista do Jornal Fatos, em Poá, e proponente do curso de Canto da Escola Musidance (Poá) e está finalizando a gravação de seu primeiro disco, "Nosso Retrato" (2015). Facebook: Jhony Uriel.



---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

domingo, 9 de agosto de 2015

Lágrimas soberbas, por Evelyn Gomes


"O sol se reparte em crimes
espaçonaves, guerrilhas
em cordinales bonitas
Eu vou...” (Alegria, Alegria – Caetano Veloso).

Iludo-me com objetos simplórios, feitos de sangrias econômicas e o bombardeio de vidas cujas feridas arduamente tateada sobre a pela rústica. Sob lágrimas do qual um dia já se fizeram rios. Rios de leitos cadáveres.

Mortes ocasionadas holocausticamentes por seres ignorantes. Virou a peculiaridade do caráter humano. Essa “arte” é encarecidamente patrocinada desde o ser primitivo até os atuais dias.

Esse “defeito”, seja por pele escura, portadores de necessidades especiais, os diversos segmentos religiosos, dentre outras desculpas. Nunca houve de existir, somente acrescida em nossos pensamentos. Como robôs manipulados pela crença de arrogância e superioridade que assombra o humano.

A sociedade é banal, sempre foi. Um veredicto de estudarmos essas guerras na qual se predominam, ao invés de assuntos benevolentes e progressistas de cada nação.

São ocasionados por pequenos desentendimentos aumentando drasticamente. Os mínimos detalhes em nosso dia-a-dia, considerados “normais”: roubos, assaltos, agressões físicas e verbais. Agregam-se gerando uma Terceira Guerra Mundial.

Inteligente é aquele que sabe respeitar as diferenças, leva-los para a sua vida como uma fonte de aprendizado e sabedoria. O convencional vai ser sempre errôneo.


Evelyn Leme Gomes


---
É aluna do Ensino Médio (1º ano) em Mogi das Cruzes, bem como, de ballet clássico e jazz. Facebook Evelyn Gomes.


---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Vida de Rico, por Ligia Fascioni


A maioria das pessoas que conheço que vêm a Berlin pela primeira vez ficam encantadas com 3 coisas: a espantosa quantidade de área verde; o excelente transporte público; e a segurança.

E quase automaticamente, vem a pergunta: dá para ganhar bem trabalhando aqui?

Aparentemente, uma coisa não tem nada a ver com outra, mas penso que a conexão é mais profunda do que parece à primeira vista; eu explico.

Berlin não é um parâmetro muito válido porque é considerada uma cidade pobre para os padrões alemães, uma vez que aqui é a sede administrativa do país e não possui muitas indústrias. Mesmo assim, dá para dizer uma coisa que vale para o país todo e que talvez deixe muita gente aí no Brasil chocado: a diferença entre o salário de um operário (ou caixa de supermercado) e de um diretor de empresa é, no máximo, 5 vezes. Isso inclui funcionários públicos de alto escalão, professores universitários doutores, juízes e médicos.

Um amigo comentou que o mesmo acontece na Suécia; um professor universitário, com doutorado, ganha, no máximo 2 mil Euros líquidos. Para se ter uma idéia, um almoço no restaurante universitário lá custa 8 Euros. Não é fácil, né? No entanto, esses países são os que se considera como tendo a melhor qualidade de vida.

Então, imagine: é como se no Brasil, o rendimento máximo bruto de qualquer pessoa que vive de salário fosse R$ 5 ou 6 mil reais. Disso, quase 40% ficam retidos para os impostos, aposentadoria e plano de saúde obrigatório. Pois é, não sobra muito.

Por isso é que aqui a gente não vê um funcionário público, seja ele quem for, se achando o Sr. Rei da Cocada Preta (no Brasil, nosso apartamento ficava perto do ministério público; era de dar nojo a empáfia de algumas pessoas que trabalham lá). Os alemães não têm muita sobra no orçamento, como se pode ver; mas adoram viajar e ler. Então, lavam e passam a própria roupa, fazem a própria comida e limpam a própria casa.

Aqui não tem pet shop para dar banho em cachorros; os próprios donos se encarregam disso. A maior parte das pessoas compra seus móveis na IKEA e aluga um carro ou reboque para levar a encomenda para casa. Para montar uma cozinha inteira, por exemplo, é só ler o manual de instruções; tem que botar a mão na massa mesmo.

Os professores da minha escola são altamente qualificados (a escola é uma das que melhor paga); pois todos levam marmita e ninguém acha feio. Andam o máximo que podem de bicicleta e, no inverno, de transporte público. Os que têm carro usam modelos menores (aquelas horrosidades gigantes com vidro fumê e ar condicionado ligado no máximo quase não tem aqui, para minha felicidade). Outro efeito colateral é que o trânsito é excelente; a velocidade máxima permitida nos bairros é 30 km/h e eu nunca vi engarrafamentos na hora do rush.

Os prédios não têm porteiro e uma vez por semana vem uma empresa terceirizada varrer as escadas. Quando chega uma encomenda e não estou em casa, sempre tem um bilhetinho na caixa do correio avisando com qual vizinho está o pacote; é só ir lá pegar (e aproveitar para fazer um social). Às vezes a gente também fica com correspondência de vizinhos.

É claro que tem gente rica também (geralmente donos de grandes negócios). Mas eles jamais destratam serviçais, simplesmente porque aqui não há subcategorias menores, como no Brasil. As pessoas ricas também metem a mão na massa, por uma questão de filosofia mesmo.

No Brasil, ainda trazemos indícios da cultura escravagista; todo mundo quer ter alguém para mandar (e, de preferência, humilhar e maltratar, para mostrar quem é que manda). O que puder ser terceirizado, será. As pessoas contratam outras para fazer as coisas mais básicas, de levar cachorro para passear até levar o lixo para a rua; e isso é em todos os níveis. A moça que trabalha de empregada e mora na favela paga alguém para fazer faxina na casa dela; certeza.

Uma amiga brasileira que mora aqui me contou das chateações que uma alemã que morou no Brasil passou porque gostava de cuidar do próprio jardim (realmente, eles adoram). A questão é que a moça morava no Alphaville, condomínio de alto padrão em São Paulo; frequentemente era motivo de chacota porque uma pessoa do nível dela (adoro isso de “nível de pessoa”; só que não) podia muito bem pagar um jardineiro. É a cultura da sinhazinha moça e do senhor de engenho levada às últimas conseqüências.

Fico triste quando vejo a vida girar em torno na ostentação no nosso país; como as pessoas não têm vergonha de ganhar 30, 40, até 50 vezes mais que outras (sendo que boa parte é funcionária pública) e ainda acham isso o máximo; ficam esnobando o sucesso como se fosse mérito próprio, e não uma distorção do sistema. É um tal de quem consegue ganhar mais para comprar um carro maior, mandar o máximo que puder com uma prepotência totalmente alheia à realidade das coisas, que chega a doer. Seria apenas ridículo, se não fosse tão dramático.

A mordomia é irresistível (quem não gosta), mas qual é o preço disso tudo?

Só para terminar fazendo a conexão com o assunto lá do começo: se a diferença de salários não é grande (e olha que a Alemanha é a maior economia capitalista da Europa), não tem porque haver essa violência toda que a gente experimenta no Brasil.

Aqui tem gente pobre, mas não tem favela. O transporte público funciona bem porque ele é essencial; até os funcionários públicos mais graduados dependem dele para se locomover. As áreas verdes são muitas e bem cuidadas porque não são privilégio de bairros chiques; tem na cidade toda, para todo mundo.

Fico vendo as notícias do Brasil e fico pensando: não seria a hora das pessoas acordarem e passarem a viver como ricos de verdade?


FASCIONI, Lígia. Vida de Rico. Disponível em: < http://www.ligiafascioni.com.br/2012/09/vida-de-rico/ >. Acessado em: 03/08/2015. 00h10min

---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Soneto "Braços e Aletas", por Cairo Pereira


II

Eu tenho uma casa que é mui confortável:
tem cômodos grandes, lareira e sofá;
na alcova tem tálamo quente, palpável
que eu deito, cansado de tanto sonhar.

Mas, quando eu me deito infeliz, tão instável,
o rosto molhado de tanto chorar...
Sem bem - poderia - viver ser afável
cantando singelo em padrão-sabiá.

E eu piro, dou giro, desviro na noite!...
Um pranto... um delírio... não há quem acoite
um ser sem escrúpulo deste planeta.

Pois bem passarinhos que não têm mais casas
invejo-vos muito, pois vós tendes asas
e eu tenho de tudo, mas menos aleta.

Cairo Pereira
07/01/09 12h15


---
É paulistano e vive em Poá (SP). Possui 9 livros inéditos de poesia e 2 romances eróticos. Teve poemas publicados em Antologia Poética e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta, sob a orientação de William Ferro Atualmente está cursando Fotografia na Universidade Paulista (UNIP). E desenvolve o blog Com Sabor de Trufas. Facebook: Cairo Pereira.
 

---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Garoto, por Claudio Domingos Fernandes














Garoto,
Não tenho medo de teus olhos furiosos
Não tenho medo de tua voz ameaçadora
Não tenho medo de teus punhos cerrados
Não tenho medo deste metal frio
Que prolonga teu braço
Garoto,
Eu tenho medo é dos indiferentes
E dos que te explicam com números
E tabelas
Dos que fazem de ti um índice no IBOPE
Garoto,
De ti não tenho medo
Mesmo que me rasgue o peito
És mais vítima do que eu
Garoto, o que me assusta e arrepia a alma
São os que ocupam as Assembleias e os Palácios
E fazem das tribunas e dos púlpitos negócio privado
E resolvem o teu caso
Nas páginas amarelas ou
À noite, no Fantástico.

Claudio Domingos Fernandes

---
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br

---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

terça-feira, 23 de junho de 2015

Poesia: Seu Sorriso, por Magno Oliveira






















Quando parece não haver solução
Penso em você, e então
Bravamente sigo o meu caminho
Mesmo triste e sozinho
Você ainda me dá esperança
De um dia voltar a ter o meu sorriso de criança
Aquele sorriso puro, bonito e cheio de ingenuidade
Que você faz-me acreditar, que é possível dá-lo mesmo vivendo neste mundo coberto de falsidade
Em seu sorriso vejo a felicidade
Leveza e toda suavidade
Levo seu sorriso em pensamento
Caminho alegre pela cidade
Procuro seu sorriso a todo o momento
O procuro com ansiedade
Pois quando o encontro, eu tenho uma bela tarde.
Contigo me sinto bem, seu sorriso me traz paz
Passar instantes com você é bom, eu quero passar mais.

Magno Oliveira


---
Nascido em Santa Isabel, interior paulista, no ano de 1992. É estudante de jornalismo, administra 3 blogs: Folhetim Cultural, Folhetim Esportivo e Poeta Magno Oliveira. Já teve poesias publicadas em jornais, revistas digitais, sites e blogs. Em 2012 poesia Heroico Sorriso foi publicada num livro. Facebook: Magno Oliveira.




---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Biblioteca Municipal continua atendendo no prédio da Coronel Souza Franco

A Biblioteca Municipal vai se mudar para o prédio do Centro Cultural, mas por enquanto continua atendendo ao público na rua Coronel Souza Franco, 993

A Biblioteca Municipal Benedicto Sérvulo Santana vai se mudar neste ano para uma nova casa. O equipamento, que oferece um acervo com aproximadamente 35 mil obras, vai passar a ocupar o terceiro pavimento do futuro Centro Cultural de Mogi das Cruzes, na praça Monsenhor Roque Pinto de Barros. Será um espaço mais amplo e moderno, que oferecerá uma melhor disposição dos títulos, além de mais conforto e interatividade aos usuários. Por ora, a Bibilioteca continua atendendo a população no prédio da rua Coronel Souza Franco, nº 993, no Centro Histórico. 

Em virtude do período de transição, o equipamento municipal presta no momento serviços como leitura e consultas diárias a jornais, revistas, acesso à Internet, devolução ou renovação de livros já emprestados, além de material para pesquisas escolares e acadêmicas. Para ter acesso às obras para vestibulares, basta ir até a Biblioteca e solicitar qual o livro ou assunto para pesquisa. Mediante agendamento, o bibiliotecário fará a reserva dos títulos.

Entre os diversos serviços gratuitos oferecidos à população, a Biblioteca emprestou, no ano de 2014, cerca de 7500 livros, além de cadastrar aproximadamente 300 novos usuários. O equipamento, que é o principal centro local de informação, continuará disponibilizando, após a mudança, todo tipo de conhecimento aos usuários. A biblioteca também deve manter uma agenda especial de atividades, que inclui contação de histórias e teatro de fantoches.

A consulta é gratuita e de livre acesso a qualquer pessoa, residente ou não no município. Para se associar, é preciso ser morador de Mogi das Cruzes, apresentar duas fotos 3x4, um documento de identidade e um comprovante de residência. Menores devem estar acompanhados dos responsáveis.

Fundada em 05 de junho de 1948, a Biblioteca Pública Municipal Benedicto Sérvulo de Santana possui um acervo variado, contendo obras de referência, romances, gibis, livros didáticos entre outros materiais voltados tanto para o público adulto como ao público infantil. O local também aceita doação de títulos. O acervo já se encontra no novo prédio e os serviços prestados serão 100% restabelecidos após a mudança. (LMS)
Fonte: Mogi das Cruzes
---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte

terça-feira, 2 de junho de 2015

O conflito entre ficção e realidade, por Joyce Gomes


Assistimos as novelas, os seriados, minisséries, filmes, peças teatrais e lemos livros. Todos eles são meios de entretenimento. A gente acompanha a vida do personagem e, quanto mais próximo da nossa realidade, mais íntimos desse personagem nos tornamos. Vivemos a vida dele como se ele fizesse parte da nossa. Nos apaixonamos, sofremos, alegramos, entristecemos... E quando acaba, vem aquele vazio acompanhado de reflexões, questionamentos sobre como terminou e porque terminou. E quando caímos na realidade novamente, percebemos que algo dentro de nós se modificou. Aprendemos, tentamos mudar nosso comportamento... E a vida segue! E depois de um tempo, partimos para outro filme, novela, seriado, livros...

Enquanto somos espectadores, não ligamos para o ator, mas sim para o personagem. E o ator, como fica nisso tudo?

Relembrando aulas teóricas sobre literatura, o professor citou um filósofo que afirmava que toda história deve ser verossímil. Isto é, a arte deve imitar a vida. E se a arte não possui essa verossimilhança, não será arte completa. Eu me refiro “arte” pelo fato da palavra ser abrangente e incluir literatura, pintura... 

Então comecei a prestar atenção sobre isso na esfera teatral, na relação ator - personagem. Observei esse processo de criação no teatro por estar mais próximo do nosso cotidiano do que uma novela. Questionei o processo criativo do ator para compor o seu personagem. E o mais interessante é descobrir que o ator incorpora o personagem como se este fizesse parte de si mesmo. O ator penetra tanto dentro da vida de um personagem e acaba se confundindo, incorporando a realidade do personagem como se fosse sua própria. Já ouvimos por aí atores que se aprofundaram tanto na personalidade do personagem, e confundido a sua realidade com a ficção.

Brian O’Conner (Paul Walker) participa de rachas no filme Velozes Furiosos. E o ator, morre num acidente de carro, fora das gravações e os boatos são de que o acidente aconteceu quando participava de racha na vida real. Heather Ledger é outro ator que se aprofunda tanto no personagem do Coringa (Batman) e não consegue se desprender dele depois do filme... Já deve saber o que aconteceu, não é?

Essa confusão também acontece em novelas, teatros seriados, séries... Quantas vezes ouvimos dizer que ator tal está tendo um relacionamento amoroso com atriz tal após terem sidos pares românticos em cena?

Em “The Vampire Diaries” também aconteceu isso. Essa confusão entre ator-personagem é bem perceptível. E ao observar, é notável que a vida pessoal acabou interferindo no profissional e o profissional, no pessoal. Os personagens se apaixonaram. Os atores se envolveram e se apaixonaram também. O namoro vai rolando na série e na vida real. Até o ponto que o namoro da vida real acaba e interfere no namoro dos personagens. A trama continua rolando. O tempo vai passando e começam a soltar coisas do tipo “ator dirigirá um episódio da série”. E, se você prestar atenção, percebe que nesse episódio não há a conexão com os personagens. E daí, a curiosidade vai lhe consumindo... E vai buscando, observando e analisando a situação e percebe que os personagens perderam a graça por causa de confusões entre os atores. Então, é possível perceber que a vida pessoal interferiu na profissional e, vice-versa.

E assim como nesses casos mencionados, há muitos outros. Como o ator não permite com que o personagem interfira na sua vida pessoal? Como o ator se desprende do personagem? O escritor também incorpora um dos seus personagens a sua vida pessoal? Como ele se desapega de sua obra? E como espectador se desvincula da obra/ personagem pelo qual viveu, sofreu e se apaixonou durante a trama? 

Mas isso daí já é tema para outra crônica...

Joyce Gomes
15/05/2015




---
Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC) e em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). Conquista da Menção Honrosa e de Prêmios com o grupo Vibe Comunicação na UMC: Relatório Acadêmico "Do Fusca ao New Beetle: Trajetória de Campanhas (Menção Honrosa - 2009)"; Painel, Relatório e Campanha Alternativa "Marketing Esportivo no Futebol" (Prêmio Excelência - 2010); Painel e Campanha Publicitária "Associação Cultural Opereta" (Prêmio Excelência - 2011). Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Trajetória de campanhas do Fusca e o seu impacto sobre o consumidor" (2010/2011). Foi voluntária, de 2011 a 2013, como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Instituição Cultural Sem Fins Lucrativos Associação Cultural Opereta. Conquista do Prêmio (2011) e da Menção Honrosa (2012) no 7º e 8º Prêmio Mogi News/ Chevrolet de Responsabilidade Social com o Projeto "Passos da Paixão", da Associação Cultural Opereta. Recebeu convite e teve 10 poemas publicados na coletânea “Palavra é Arte”, da Cultura Editorial (2014). Atualmente desenvolve os blogs Anderson Borges, Balcão da Arte, Guitarra Flutuante e Joyce Gomes: Professora e Publicitária.



---
Balcão da Arte 
E-mail: balcaoarte@gmail.com / Facebook: Balcão da Arte / Comunidade no Facebook:  Balcão da Arte / Google Plus: Balcão da Arte / Comunidade no Google Plus: Balcão da Arte / Twitter: @balcaodarte / Instangram: balcaodarte