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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Trajetória Balcão da Arte


A 1ª postagem do blog “Balcão da Arte” foi ao ar no dia 16 de março de 2012. Esse blog completou 07 anos de existência, mas a ideia nasceu bem antes. Durante esse tempo, tivemos algumas eleições, algumas alterações no meio da comunicação, da arte e muitas polêmicas na televisão.

Nesse período, a postagem mais acessada foi a “Despedida ao Playcenter”, por Joyce Gomes, o qual gerou mais de 3000 visualizações.

Continuamos atuantes na causa da Arte e da Cultura como voluntários na Associação Cultural Opereta apesar de estarmos ausentes do blog no último ano, devido a diversos problemas profissionais, financeiros e, particularmente, o meu estranhamento com o notebook.

Esse blog, apesar de comunitário, é alimentando por nós, inclusive financeiramente. Precisamos de melhorias como equipamentos, ideais e convites para eventos/ apresentações.

Caso queira conversar conosco ou doar algo, acessa Contato .
Também temos um espaço virtual no facebook para a troca de informações (Balcão da Arte).

Vamos deixar o mundo mais bonito com arte e expor mais a cultura para todos que quiserem apreciar! 
Vem participar!


Anderson Borges e Joyce Gomes

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Professor da Rede de Ensino de Suzano, Graduado em Pedagogia (UMC), Pós-Graduado em Educação Especial (Uninove), participante da Diretoria Executiva da Associação Cultural Opereta, bem como do Núcleo Teatral e Comunicação da Opereta e integrante do Cia. Siso Teatral. Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Inclusão Escolar: O Processo de Escolarização de Egresso de Escola Especial Marcado pela Tentativa de Retorno Após Inclusão de Ensino Comum", sob a orientação da Profª. Drª Tatiana Platzer do Amaral (Menção Honrosa - 2008). Participou da Oficina de Montagem Teatral "Passos da Paixão" (de 2009 a 2013); do Curso de Artes Cênicas pelo Ponto de Cultura da Associação Cultural Opereta "Projeto Mãos à Obra" (2010), do Curso Livre de Artes Cênicas Associação Cultural Opereta/ APAC (2011); da Oficina "O Espaço Cênico e a Indumentária" na Oficina Cultural Mazzaroppi (2010). Atuou nos espetáculos teatrais "Passos da Paixão" (Direção Cia de Teatro Roda Mundo, Associação Cultural Opereta - de 2009 a 2013); O Auto da Luz (Direção Marco Senna, Núcleo Teatral Opereta - de 2009 a 2012); O Parturião (Direção Patrícia Albuquerque, Associação Cultural Opereta - 2010); Kibuxixo (Direção Terezinha Mesquita, Cia Siso Teatral / Cia Teatral Garra - 2011); Epístola (Direção Terezinha Mesquista, Cia Siso Teatral / Cia Teatral Garra - 2011), A Farsa do Advogado Pathelin (Direção Terezinha Mesquista, Cia Siso Teatral - 2011); A Peça Didática de Baden Baden (Direção Fernandes Júnior, Associação Cultural Opereta/APAC - 2011); Almas de Pedra (Direção Dílson Rufino, Núcleo Teatral Opereta - 2011); Almas Peregrinas (Direção Ailton Ferreira, Núcleo Teatral Opereta - 2012/ 2013); Cabaré (Direção Fernandes Júnior, Cia Siso Teatral - 2012); A Última Instância (Direção Wolney de Assis, Cia Siso Teatral - 2012/2013); Fragmentos: No Escritório de Um Advogado (Direção Geral Tuane Vieira, Direção de Cena Cibele Zuchi, Cia Siso Teatral - 2013). Atualmente exerce a função de Direção Geral da Cia Siso Teatral. E é um dos organizadores do blog Balcão da Arte.

Joyce Cristina Leme Gomes
Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC) e em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). Conquista da Menção Honrosa e de Prêmios com o grupo Vibe Comunicação na UMC: Relatório Acadêmico "Do Fusca ao New Beetle: Trajetória de Campanhas (Menção Honrosa - 2009)"; Painel, Relatório e Campanha Alternativa "Marketing Esportivo no Futebol" (Prêmio Excelência - 2010); Painel e Campanha Publicitária "Associação Cultural Opereta" (Prêmio Excelência - 2011). Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Trajetória de campanhas do Fusca e o seu impacto sobre o consumidor" (2010/2011). Foi voluntária, de 2011 a 2013, como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Instituição Cultural Sem Fins Lucrativos Associação Cultural Opereta. Conquista do Prêmio (2011) e da Menção Honrosa (2012) no 7º e 8º Prêmio Mogi News/ Chevrolet de Responsabilidade Social com o Projeto "Passos da Paixão", da Associação Cultural Opereta. Recebeu convite e teve 10 poemas publicados na coletânea “Palavra é Arte”, da Cultura Editorial (2014). Atualmente desenvolve os blogs Anderson BorgesBalcão da ArteGuitarra Flutuante e Joyce Gomes: Professora e Publicitária.





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segunda-feira, 11 de março de 2019

A Saudade e o Delírio, por Cairo Pereira



A saudade que eu sinto em meu ser
é delírio, é canção, é poesia,
é feérica linda, é magia
que me encanta no torvo viver;
é a lembrança que eu sinto em rever,
na memória que insiste em mostrar
a alegria vivida ao luar,
na meiguice com meu doce amor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Eu relembro das noites de inverno
em que a flor me afagava no rosto:
eu deitado ao seu lado, em meu posto,
me esquecia do lúgubre inverno.
E vivia na noite à falerno
sedutor, no prazer desse amar.
Como pássaro ledo ao cantar
à tardinha, ao final do labor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Quando eu ouço as canções dos momentos
em que estávamos ledos assaz
sobre o tálamo quente que apraz...
Eu viajo com meus pensamentos;
e, até hoje os fatais sentimentos
que navegam cismando no ar
não trafegam sem eu prantear
de queixume, por não ter amor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

E nos transes sofridos da vida
em que eu perco a razão, a alegria;
em que eu sinto a feral nostalgia
que é causada em cruel despedida,
a minh' alma se torna abatida
com saudade das ondas do mar
e das conchas que eu ia pegar,
com os risos da mais bela flor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Eu nem quero fazer mil rodeios,
escondendo esta minha tristeza,
ao lembrar da formosa princesa
que fazia comigo passeios,
me levando em arpejos e enleios
ao clarão do farol sobre o mar,
planejando um futuro e um bom lar,
recheados com júbilo e amor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

E, hoje, morro de pura saudade,
aos arpejos da triste canção
que encarcera o meu bom coração
que suplica: "- Me dê caridade!"
Mesmo só, sem fanal, equidade...
Dou louvores à dama que está
recebendo este meu poetar,
altruísmo de um vil sofredor.
Ó saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Cairo Pereira

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É paulistano nascido no Ipiranga. Fotógrafo profissional, formado pela UNIP Tatuapé (SP) 2015. Casado e tem três filhos. Possui 9 livros inéditos de poesia. Teve poemas publicados na IV Antologia Poética do Novo Milênio e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta (em Poá), sob a orientação de William Ferro. Gráfico com cursos no SENAI Theobaldo Di Nigris, em São Paulo. Atualmente trabalha no ramo da fotografia e desenvolve o blogCom Sabor de Trufas (poesia) e Cairo Estúdio Foto porque ama arte. Sua poesia também pode ser encontrada no Recanto das Letras: Cairo Pereira. Suas fotografias estão em redes sociais, como sua página no Facebook Cairo Estúdio e Foto e em seu Facebook Cairo Pereira.





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terça-feira, 13 de março de 2018

Poesia: Súplica, por Cairo Pereira


Saudade de ti, meu brotinho;
saudade infinita no peito!
Eu quero que aqui bem pertinho
me faças ser tão satisfeito.

Desejo o desejo dos Cantos
proféticos, santos e ledos
com flores, milhões de amarantos,
delírio nos rijos penedos.

Que o peito do bardo sofrido
proclama a paixão caliente,
o amor em seu peito escondido
a ti, meu brotinho contente.

Se sentes paixão como a minha,
saudade que abrasa e consome
te digo sem ter entrelinha:
- Não vou me esquecer do teu nome!

Que o peito do bardo sofrido,
a ti, meu brotinho contente,
o amor em seu peito escondido
proclama a paixão caliente.

Saudade infinita no peito!
Eu quero que aqui bem pertinho
me faças ser tão satisfeito...
Saudade de ti, meu brotinho!


Cairo Pereira
13/06/2012 


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É paulistano nascido no Ipiranga. Fotógrafo profissional, formado pela UNIP Tatuapé (SP) 2015. Casado e tem três filhos. Possui 9 livros inéditos de poesia. Teve poemas publicados na IV Antologia Poética do Novo Milênio e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta (em Poá), sob a orientação de William Ferro. Gráfico com cursos no SENAI Theobaldo Di Nigris, em São Paulo. Atualmente trabalha no ramo da fotografia e desenvolve o blogCom Sabor de Trufas (poesia) e Cairo Estúdio Foto porque ama arte. Sua poesia também pode ser encontrada no Recanto das Letras: Cairo Pereira. Suas fotografias estão em redes sociais, como sua página no Facebook Cairo Estúdio e Foto e em seu Facebook Cairo Pereira.

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domingo, 4 de março de 2018

Foto: Congestionamento na Marginal, por Cairo Pereira

Foto: Cairo Pereira
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

No Fundo, No Fundo..., por Cairo Pereira


No fundo só leva o
pau oco trombando
e tu vais chorando,
sentindo mui dor;
pranteia de medo,
já solta suspiro,
a mente dá giro
e cai no langor.

No fundo só leva
o que já não presta,
e o rico faz festa
com ar zombador;
e o pobre tão quedo
da luta sofrida,
prepara que a vida
traz pau pra o senhor!

No fundo só leva...
A lágrima cai,
gemido, então, sai
sofrido em ardor:
O rico - penedo
"daquele não-vime"
já grita pra o time:
- Vim ver estupor!

No fundo só leva...
Não há mais leveza.
E tua tristeza
de bom sonhador
não passa tão cedo,
pois toda manhã
o pau da poncã
te faz sofredor.

No fundo só leva...
Quem leva no fundo,
martírio do mundo,
tristonho ao redor?...
Que tal meu segredo:
O rico faz festa,
pra o pobre o que resta:
Orar pra o Senhor.

Cairo Pereira

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Soneto: Reflexão de Um Velho, por Cairo Pereira


A juventude passageira desta vida
Embalsamada na memória deste velho,
Procriação de perda, palma, despedida...
É minha bíblia e o que me traz tal evangelho.

Meu olho fosco não me enxerga neste espelho,
Mas eu me vejo claramente à velha lida,
Onde a fraqueza não tomava o rapazelho
Ao qual julgava nunca ter a alma abatida.

Sofreguidão, abatimento... É o meu estado!
Sabedoria? Tem um quê de palmatória;
Porque ganhei com muito tempo acumulado.

E olhando agora o tempo atrás da minha história
O que eu ganhei não me parece apreciado
Por mais perder do que ganhar muita vitória.


Cairo Pereira
27/07/2012

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É paulistano e vive em Poá (SP). Possui 9 livros inéditos de poesia e 2 romances eróticos. Teve poemas publicados em Antologia Poética e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta, sob a orientação de William Ferro Atualmente está cursando Fotografia na Universidade Paulista (UNIP). E desenvolve o blog Com Sabor de Trufas. Facebook: Cairo Pereira.

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Poema: Amiga, por Cairo Pereira



Fui jogado à própria sorte...
Sem amiga, sem suporte
ao sentir a dor da morte
que afagou tanto o meu peito.
Desdenhado por amigos...
(Logo eu que fui tão terno)
ao passar por tosco inverno
de ar seco e rarefeito.

Em meu quarto e triste escombro
anelei tanto o teu ombro
quando tinha grande assombro
da maldita solidão;
Quem esteve aqui comigo?
Logo eu que estive ao lado
de ti, ó meu bem amado,
recebi desdém e não.

Esta dor não cicatriza
(quando sinto a leve brisa)
que ela vem mansa e desliza,
escorrendo da minh' alma.
Não custava o riso ledo,
o aconchego do regaço,
teu aperto num abraço...
Na carência e insano trauma.

Doei-me a ti - obra completa,
fui fiel em minha meta,
para ti amiga dileta,
dona do meu coração:
defendi contra os maus homens,
falsas, torpes amizades
e mostrei minhas cidades
com ternura e compaixão;

o incentivo que te dei
para ter da Santa Grei,
um amigo lindo e rei,
nosso bom Consolador;
o incentivo que te dei
para te tornar em culta,
deixar na cova sepulta
a ignorância e toda a dor;

eu também posso dizer
que o teu mórbido viver
abatia-te ao ver
tudo teu indo pra trás:
por vícios que trazem ópio,
dor malévola constante,
traição do insano amante,
o gigante, e vendavais.

Mas, eu estava presente
em teu momento pungente,
fazendo-te ir para a frente,
rumo ao auge da vitória,
suportando a tua dor
pranteei também contigo,
porque sempre fui amigo;
e isso não sai da memória!

Busco atrás em todo o tempo
o cândido sentimento
que caiu no esquecimento
de ti, minha grande amiga.
Que eu não posso suportar
esta dor que alastra o peito,
sendo que plantei perfeito
amor, este que castiga.

Mesmo aos braços do estrangeiro,
do efêmero corriqueiro,
estou sendo verdadeiro
ao mostrar-te a minha dor;
porque é ela que tanto fala,
que te lembra do passado
e que fui teu aliado,
teu amigo e teu amor.

Digo-te com emoção,
como que por comoção
de quem manda o coração:
- Vá pra longe deste abrigo,
deste ombro que te ama tanto,
vá cumprir o teu destino
que o peito deste menino
te será pra sempre amigo.

Cairo Pereira
23/03/2012 

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É paulistano e vive em Poá (SP). Possui 9 livros inéditos de poesia e 2 romances eróticos. Teve poemas publicados em Antologia Poética e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta, sob a orientação de William Ferro Atualmente está cursando Fotografia na Universidade Paulista (UNIP). E desenvolve o blog Com Sabor de Trufas. Facebook: Cairo Pereira.

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Poesia: A Diva Baiana, por Cairo Pereira



A morena mais formosa da Bahia
vem pedir-me com seu canto, brandamente
um poema que lhe inspire em todo dia
que a pungência vem doer no peito e mente.

Não entendo como pode a nostalgia,
solidão ou depressão na mais silente
noite escura de uma terra em que a magia
faz seu povo ser tão manso e tão contente.

Como pode a mais formosa entre as donzelas
ter no peito mil quimeras – diamantes!
E dizer não conseguir nenhuma delas?

É que o belo sempre si tem radiantes
luzes fortes, vivas, claras, amarelas...
E não pode se amargar como os amantes.

Cairo Pereira

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domingo, 24 de setembro de 2017

Poesia: Arma, por Cairo Pereira

 

Iguais a facas afiadas
são tuas palavras cortantes,
laceram o meu coração.

Amputas a minha alma
com o teu egocentrismo
que não deixa espaço para o amor;
e o perdão passa distante
como um mero viajante
errante,
trafegando a depressão.

Calado,
fecho os meus olhos
e, silente parto:
parto ao meio meu sentimento
sofrendo dor de parto
sem retrucar,
inofensivo tal qual pombo
ante a multidão.

Que a idade me mostrou,
justa ciência do Tempo,
que as palavras têm
o poder da Vida e da Morte.


Cairo Pereira
31/03/2012


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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Moribundo, por Cairo Pereira


A tristeza me pega de novo,
porque sinto o pungir verdadeiro
que me deixa sozinho, sem sorte,
sem carinhos, amor, companheiro...

Quando eu tinha os afagos de outrora,
a ilusão que sonhei porque quis
escapar desta minha plangência
que me quer moribundo, infeliz...

Eu vivi os momentos mais belos;
eu vivi os momentos mais ledos
e sonhei um porvir sorridente
que escapou por ali, dos meus dedos.

A esperança se foi tão veloz
para o abismo do Mundo Sem Fim:
e eu fiquei sem o chão que pisava,
pranteando e dizendo "ai de mim!"

A miúda que teve os meus lábios,
o meu corpo com sofreguidão,
a paixão que aqui dentro escondia
a razão de eu ter um coração...

Escarrou sobre mim vis palavras
e cuspiu nos meus bons sentimentos,
dando um riso faceiro e maroto
que me fez ter estremecimentos.

Quanta culpa jogou em meu rosto!
(fui o bode jogado ao deserto),¹
Com a culpa que em mim eu não tinha,
mas que fui condenado de certo.

Hoje anelo que as trevas me cerquem
pra lembrar que feliz fui num dia,
que a miúda me dava o aconchego
e o fanal para a minha poesia.

Hoje anelo que as trevas me cerquem
para que eu pense mais nesse povo,
no flagelo que causo a mim mesmo,
e a tristeza me pega de novo.


NOTA: antigamente o povo de Israel sacrificava cordeiro para ser perdoado por Deus de seus pecados. Eles pegavam um bode e soltava no deserto para morrer de sede e fome. O bode significava o pecado.

Cairo Pereira

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domingo, 28 de agosto de 2016

Hoje Anelo Ter Teu Lábio, por Cairo Pereira


Hoje anelo ter teu lábio
junto ao meu, sublime Diva:
porque nele sou mais sábio
e minh' alma bem mais viva.

Em carícia fumegante
que incendeia o corpo meu,
no luar mais cintilante
que pra mim aconteceu...

E sentir o palpitar
deste teu coração ledo,
que oferece se entregar
com ternura ao bardo quedo.

Quero o teu colo sublime
e um amor mais que inefável!
Mesmo sendo que não rime
com meu peito tão instável.

Porque quando tenho o afeto
por querer, sem resistência,
de um alguém vivo e concreto,
vai-se toda esta carência.

E fugir de um mundo vil
para um mundo de fulgor,
de clarão, de belo anil...
Vem magia e o ledo amor.

Porque só, neste ocidente,
eu bem sei que nada valho.
Mas com tu serei contente:
Hoje anelo ter teu lábio!

Cairo Pereira
21/10/2009

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Soneto "Braços e Aletas", por Cairo Pereira

III

Verdadeiro Voo

Mas quanta loucura que existe no ser
que insiste em dizer as loucuras pagãs!
- Eu voo as manhãs com excelso poder
e o mundo hostil vê... - Tais idéias são vãs!

Não sei... - por ventura ou nefasto pensar
que dizes flanar como o mais ledo pássaro...
Teu senso no báratro atroz - negro mar
- já deve pousar, pois não passas de Lázaro.

Porque o poetoide tem mil pensamentos
e voa nos Tempos com tua invenção.
Os sisos são naves que cortam os ventos,

mas vives momentos de pura ficção.
O pássaro voa por si, jubiloso
sem nunca investir contra o bardo tinhoso.

Cairo Pereira
26/01/2009 12h30



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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Soneto "Braços e Aletas", por Cairo Pereira


II

Eu tenho uma casa que é mui confortável:
tem cômodos grandes, lareira e sofá;
na alcova tem tálamo quente, palpável
que eu deito, cansado de tanto sonhar.

Mas, quando eu me deito infeliz, tão instável,
o rosto molhado de tanto chorar...
Sem bem - poderia - viver ser afável
cantando singelo em padrão-sabiá.

E eu piro, dou giro, desviro na noite!...
Um pranto... um delírio... não há quem acoite
um ser sem escrúpulo deste planeta.

Pois bem passarinhos que não têm mais casas
invejo-vos muito, pois vós tendes asas
e eu tenho de tudo, mas menos aleta.

Cairo Pereira
07/01/09 12h15


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É paulistano e vive em Poá (SP). Possui 9 livros inéditos de poesia e 2 romances eróticos. Teve poemas publicados em Antologia Poética e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta, sob a orientação de William Ferro Atualmente está cursando Fotografia na Universidade Paulista (UNIP). E desenvolve o blog Com Sabor de Trufas. Facebook: Cairo Pereira.
 

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terça-feira, 16 de junho de 2015

Fotografia: No portão da casa com ela, por Cairo Pereira


"No portão da casa com ela" é uma das foto tirada por Cairo Pereira durante a apresentação da peça teatral "A Casa de Bernarda Alba", na Associação Cultural Opereta. O ator/ modelo é Dourado O'haress e Mercedes K, A direção dessa peça é de Marco Senna.




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É paulistano e vive em Poá (SP). Possui 9 livros inéditos de poesia e 2 romances eróticos. Teve poemas publicados em Antologia Poética e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta, sob a orientação de William Ferro Atualmente está cursando Fotografia na Universidade Paulista (UNIP). E desenvolve o blog Com Sabor de Trufas. Facebook: Cairo Pereira.


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domingo, 12 de abril de 2015

Fotografia: No portão da casa, por Cairo Pereira


"No portão da casa" é uma das foto tirada por Cairo Pereira durante a apresentação da peça teatral "A Casa de Bernarda Alba", na Associação Cultural Opereta. O ator/ modelo é Dourado O'haress, a direção dessa peça é de Marco Senna.


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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Soneto "Braços e Aletas", por Cairo Pereira














I

Os pássaros perdem seus campos, espaços...
E sofrem - coitados! - na vã tentativa
de ter os seus ninhos formados com laços
de amor que os humanos deixaram à deriva.

Destroem seus lares com pedras, com aços,
cimento e madeira - nem mandam missiva;
porque são robustos e têm fortes braços
e nunca se importam com mão aflitiva.

E os pássaros vivem cantando contentes
pra boa, pra má... - nem se importam quais gentes!
mas cantam solenes seu terno louvor.

Os homens estoldos só vivem à moda
bem ouvem a harmonia que nunca incomoda,
mas cegos, não veem o nítido amor.


Cairo Pereira


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É paulistano e vive em Poá (SP). Possui 9 livros inéditos de poesia e 2 romances eróticos. Teve poemas publicados em Antologia Poética e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta, sob a orientação de William Ferro Atualmente está cursando Fotografia na Universidade Paulista (UNIP). E desenvolve o blog Com Sabor de Trufas. Facebook: Cairo Pereira.




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