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segunda-feira, 11 de março de 2019

A Saudade e o Delírio, por Cairo Pereira



A saudade que eu sinto em meu ser
é delírio, é canção, é poesia,
é feérica linda, é magia
que me encanta no torvo viver;
é a lembrança que eu sinto em rever,
na memória que insiste em mostrar
a alegria vivida ao luar,
na meiguice com meu doce amor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Eu relembro das noites de inverno
em que a flor me afagava no rosto:
eu deitado ao seu lado, em meu posto,
me esquecia do lúgubre inverno.
E vivia na noite à falerno
sedutor, no prazer desse amar.
Como pássaro ledo ao cantar
à tardinha, ao final do labor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Quando eu ouço as canções dos momentos
em que estávamos ledos assaz
sobre o tálamo quente que apraz...
Eu viajo com meus pensamentos;
e, até hoje os fatais sentimentos
que navegam cismando no ar
não trafegam sem eu prantear
de queixume, por não ter amor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

E nos transes sofridos da vida
em que eu perco a razão, a alegria;
em que eu sinto a feral nostalgia
que é causada em cruel despedida,
a minh' alma se torna abatida
com saudade das ondas do mar
e das conchas que eu ia pegar,
com os risos da mais bela flor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Eu nem quero fazer mil rodeios,
escondendo esta minha tristeza,
ao lembrar da formosa princesa
que fazia comigo passeios,
me levando em arpejos e enleios
ao clarão do farol sobre o mar,
planejando um futuro e um bom lar,
recheados com júbilo e amor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

E, hoje, morro de pura saudade,
aos arpejos da triste canção
que encarcera o meu bom coração
que suplica: "- Me dê caridade!"
Mesmo só, sem fanal, equidade...
Dou louvores à dama que está
recebendo este meu poetar,
altruísmo de um vil sofredor.
Ó saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Cairo Pereira

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É paulistano nascido no Ipiranga. Fotógrafo profissional, formado pela UNIP Tatuapé (SP) 2015. Casado e tem três filhos. Possui 9 livros inéditos de poesia. Teve poemas publicados na IV Antologia Poética do Novo Milênio e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta (em Poá), sob a orientação de William Ferro. Gráfico com cursos no SENAI Theobaldo Di Nigris, em São Paulo. Atualmente trabalha no ramo da fotografia e desenvolve o blogCom Sabor de Trufas (poesia) e Cairo Estúdio Foto porque ama arte. Sua poesia também pode ser encontrada no Recanto das Letras: Cairo Pereira. Suas fotografias estão em redes sociais, como sua página no Facebook Cairo Estúdio e Foto e em seu Facebook Cairo Pereira.





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terça-feira, 5 de março de 2019

Caricato Cidadão, por Claudio Domingos Fernandes




Ô caricato cidadão, preste bem a atenção
Não é bobeira, não
Você excreta asneiras, dia sim dia não
Teu racismo, teu machismo, teu homofobismo
É excreção, não é opinião

Ô caricato cidadão, você não é de bem não
Sai um pouco da rede,
Abre um bom livro,
Deixe de ser burro,
Seguir youtuber
Vai estudar, meu irmão!

Ô caricato cidadão, não é mimimi não
Você excreta asneira, dia sim dia não
Tua excrescência não é opinião
É tua imagem bosta,
Pode crer meu irmão

Ô caricato cidadão, você não é de bem não
De bem você não é, caricato cidadão
Você é sua excreção, tornada opinião
Sua excreção, tornada opinião


Claudio Domingos Fernandes

---
Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". Facebook: Claudio Domingos Fernandes






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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Poesia: Amor irreal, por Magno Oliveira

Onde foi que aconteceu?
Não sei.
Quando comecei a te amar?
Lembro que estava eu
Sonhando com você chegar...
Queria que você pudesse ver,
Em meu olhar
A cada instante você mudar meu viver.
Fiquei parado no ponto, esperando o ponto de ir ao seu encontro,
Mas não sei me expressar,
Não soube lhe falar,
De sua beleza rara,
Não fui objetivo, não foi uma maneira clara.
O tempo passou e você também.
O sonho continua. Quero ser teu.
O sonho meu,
É tornar este amor real expulsando-o de mim para que ele possa ser seu.

Magno Oliveira

---
Nascido em Santa Isabel, interior paulista, no ano de 1992. É estudante de jornalismo, administra 3 blogs: Folhetim Cultural, Folhetim Esportivo Poeta Magno Oliveira. Já teve poesias publicadas em jornais, revistas digitais, sites e blogs. Em 2012 poesia Heroico Sorriso foi publicada num livro. Facebook: Magno Oliveira.

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segunda-feira, 26 de março de 2018

Poema: Estamos em tempos sombrios, por Claudio Domingos Fernandes


Estamos em tempos sombrios
Tempo da desmedida
Dos arrogantes
Dos intolerantes
Da suspeita contra todos
Tempo de exceção
Em que quem denuncia
O desmando
Dos que não tem
Legitimidade de governo
É silenciado
Por milícias?
Por polícias?
A serviço de que poderes?

Estamos em tempos sombrios
Em que o grito
Dos silenciados
Ecoa e clama
nossa resistência,
nossa persistência
que podemos ser humanos
mas como haveremos de resistir
como acreditar no humano em cada homem
O tempo presente nós o
parimos
e o alimentamos
com saudades de um tempo
que apenas existiu
em nosso esquecimento

Estamos em tempo sombrio
Uma flor nos foi brutalmente
Arrancada
Não a conhecia
Não sabia de sua luta
Mas guardo o luto
Que seu tombamento
Por um amanhã em que os homens
Sejam humanos
Não passe despercebido,
Mais um, na conta dos que
desgovernam
Celebremos seu passamento
Retomando a luta.
Estamos em tempo sombrio
Mas o humano em cada homem
É possível
Grita quem nos deixa silenciada
Por qual milícia?
Por quais policias?
A serviço de quais poderes?

Claudio Domingos Fernandes

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Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". Facebook: Claudio Domingos Fernandes

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domingo, 25 de março de 2018

Poema: Geração Digital, por Moses Adam


Tecnologia sem alma
Teclas sem toques
"Faces" sem faces.
Curtidas sem sentimentos
Compartilhamentos solitários.

"WhatsApp", e qual a novidade?
"Instagram", e nenhuma urgência.

Permanece-se "online"
e sempre "off" para a vida.
Na "cam" e menos na cama.
Em uma rede de amigos
Sem se conhecer o vizinho.

O mundo? A um toque dos dedos!
Mas os corpos...
Os corpos perderam-se de suas almas.

Moses Adam
FV. 0711/2014
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terça-feira, 13 de março de 2018

Poesia: Súplica, por Cairo Pereira


Saudade de ti, meu brotinho;
saudade infinita no peito!
Eu quero que aqui bem pertinho
me faças ser tão satisfeito.

Desejo o desejo dos Cantos
proféticos, santos e ledos
com flores, milhões de amarantos,
delírio nos rijos penedos.

Que o peito do bardo sofrido
proclama a paixão caliente,
o amor em seu peito escondido
a ti, meu brotinho contente.

Se sentes paixão como a minha,
saudade que abrasa e consome
te digo sem ter entrelinha:
- Não vou me esquecer do teu nome!

Que o peito do bardo sofrido,
a ti, meu brotinho contente,
o amor em seu peito escondido
proclama a paixão caliente.

Saudade infinita no peito!
Eu quero que aqui bem pertinho
me faças ser tão satisfeito...
Saudade de ti, meu brotinho!


Cairo Pereira
13/06/2012 


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É paulistano nascido no Ipiranga. Fotógrafo profissional, formado pela UNIP Tatuapé (SP) 2015. Casado e tem três filhos. Possui 9 livros inéditos de poesia. Teve poemas publicados na IV Antologia Poética do Novo Milênio e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta (em Poá), sob a orientação de William Ferro. Gráfico com cursos no SENAI Theobaldo Di Nigris, em São Paulo. Atualmente trabalha no ramo da fotografia e desenvolve o blogCom Sabor de Trufas (poesia) e Cairo Estúdio Foto porque ama arte. Sua poesia também pode ser encontrada no Recanto das Letras: Cairo Pereira. Suas fotografias estão em redes sociais, como sua página no Facebook Cairo Estúdio e Foto e em seu Facebook Cairo Pereira.

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sexta-feira, 9 de março de 2018

Poema: Januário, por Claudio Domingos Fernandes


Com Januário, é um olho aberto e outro fechado
De santo, Januario tem só o rabo
Cantava tia
Na Terra de cego é rei quem tem olho só
Em pingo d’água, Januario dá nó
Retrucava vó
Não é nada disso minha gente,
Se defendia Januario
É só aparência
Eu não como cru nem quente
É questão de paciência
Quem te conhece que te compre cumpadre
Seguia Maria Rita
Não sou eu quem digo
Nem é dito das cumadre
Tu não podes ver uma cabrita
Sebastião que tocava o pandeiro
Logo emendou
Voz do povo, voz de Deus!
Com Januario, deu mole
Perdeu!
Assim vocês me difamam
Cumpadre, meu amigo, não diga isso
Somos irmão, andas comigo
Mas que me salve o violeiro
Januario, não me meto em confusão
Em cumbuca alheia não meto a mão
Fez a fama deita na cama
Vamos todos pro terreiro
A noite se estendeu entre risos,
E cantoria
Pelas tantas,
Januário fez seresta para tia.

Claudio Domingos Fernandes

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segunda-feira, 5 de março de 2018

Apoteose Ao Som De Tamborins, por Claudio Domingos Fernandes




Para Ione Viana de Souza


Amor! Vem me abraça
Roça teus lábios aos meus
Sorria!
És minha!
Sou teu!
Vem! É carnaval
Vamos brincar a noite inteira
A passarela é nossa
Eu mestre sala
Tu porta bandeira
Abre alas, minha senhora
Tu és enredo eu alegoria
Vamos desfilar nossas fantasias
Chora cavaco!
Alô bateria!
Segue o ritmo de nossos corpos
Somos harmonia
Amor! Vem pra apoteose
Vou te fazer chorar
Vou te fazer rir
Vamos celebrar
Nossa metamorfose
Eu em você,
Você em mim
Um só, sendo dois
Ao som de tamborins


Claudio Domingos Fernandes

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Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". Facebook: Claudio Domingos Fernandes

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Sem título, por Anderson Borges


Aonde está a estética de meus versos? 
Talvez no mesmo lugar aonde perdi a vontade de me adequar às estruturas 
As palavras são desordenadas como o centro da cidade 
As ideias atropeladas como a rotina hiperativa 
Quisera ter a capacidade de transcrever o conflito entre a harmonia desejada 
E o caos necessário 
Porém só saem esses versos 
Sem beleza, métrica ou qualquer traço de estética 
Como restos de uma virtude desejada 
Mas convertida em grotesca necessidade de externar o descontentamento...

Anderson Borges

---
Professor da Rede de Ensino de Suzano, Graduado em Pedagogia (UMC), Pós-Graduado em Educação Especial (Uninove), participante da Diretoria Executiva da Associação Cultural Opereta, bem como do Núcleo Teatral e Comunicação da Opereta e integrante do Cia. Siso Teatral. Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Inclusão Escolar: O Processo de Escolarização de Egresso de Escola Especial Marcado pela Tentativa de Retorno Após Inclusão de Ensino Comum", sob a orientação da Profª. Drª Tatiana Platzer do Amaral (Menção Honrosa - 2008). Participou da Oficina de Montagem Teatral "Passos da Paixão" (de 2009 a 2013); do Curso de Artes Cênicas pelo Ponto de Cultura da Associação Cultural Opereta "Projeto Mãos à Obra" (2010), do Curso Livre de Artes Cênicas Associação Cultural Opereta/ APAC (2011); da Oficina "O Espaço Cênico e a Indumentária" na Oficina Cultural Mazzaroppi (2010). Atuou nos espetáculos teatrais "Passos da Paixão" (Direção Cia de Teatro Roda Mundo, Associação Cultural Opereta - de 2009 a 2013); O Auto da Luz (Direção Marco Senna, Núcleo Teatral Opereta - de 2009 a 2012); O Parturião (Direção Patrícia Albuquerque, Associação Cultural Opereta - 2010); Kibuxixo (Direção Terezinha Mesquita, Cia Siso Teatral / Cia Teatral Garra - 2011); Epístola (Direção Terezinha Mesquista, Cia Siso Teatral / Cia Teatral Garra - 2011), A Farsa do Advogado Pathelin (Direção Terezinha Mesquista, Cia Siso Teatral - 2011); A Peça Didática de Baden Baden (Direção Fernandes Júnior, Associação Cultural Opereta/APAC - 2011); Almas de Pedra (Direção Dílson Rufino, Núcleo Teatral Opereta - 2011); Almas Peregrinas (Direção Ailton Ferreira, Núcleo Teatral Opereta - 2012/ 2013); Cabaré (Direção Fernandes Júnior, Cia Siso Teatral - 2012); A Última Instância (Direção Wolney de Assis, Cia Siso Teatral - 2012/2013); Fragmentos: No Escritório de Um Advogado (Direção Geral Tuane Vieira, Direção de Cena Cibele Zuchi, Cia Siso Teatral - 2013). Atualmente exerce a função de Direção Geral da Cia Siso Teatral. E é um dos organizadores do blog Balcão da Arte.

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Poesia: Amazônia, por Magno Oliveira


As aves não mais voam
Os peixes não mais nadam
Os pássaros não mais cantam
As pessoas não mais se amam.

Tudo isso por culpa do homem e a sua maldade
Tudo por culpa do homem e a sua falta de caridade.

As nossas matas desmatadas
As nossas florestas devastadas
Nossos animais em extinção
Nosso medo da poluição.

A Amazônia é nossa devemos protege lá
A Amazônia é nossa devemos ama lá.
Viva o verde, viva a Amazônia,

Viva os índios, viva a alegria.

Magno Oliveira

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Nascido em Santa Isabel, interior paulista, no ano de 1992. É estudante de jornalismo, administra 3 blogs: Folhetim Cultural, Folhetim Esportivo Poeta Magno Oliveira. Já teve poesias publicadas em jornais, revistas digitais, sites e blogs. Em 2012 poesia Heroico Sorriso foi publicada num livro. Facebook: Magno Oliveira.

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

No Fundo, No Fundo..., por Cairo Pereira


No fundo só leva o
pau oco trombando
e tu vais chorando,
sentindo mui dor;
pranteia de medo,
já solta suspiro,
a mente dá giro
e cai no langor.

No fundo só leva
o que já não presta,
e o rico faz festa
com ar zombador;
e o pobre tão quedo
da luta sofrida,
prepara que a vida
traz pau pra o senhor!

No fundo só leva...
A lágrima cai,
gemido, então, sai
sofrido em ardor:
O rico - penedo
"daquele não-vime"
já grita pra o time:
- Vim ver estupor!

No fundo só leva...
Não há mais leveza.
E tua tristeza
de bom sonhador
não passa tão cedo,
pois toda manhã
o pau da poncã
te faz sofredor.

No fundo só leva...
Quem leva no fundo,
martírio do mundo,
tristonho ao redor?...
Que tal meu segredo:
O rico faz festa,
pra o pobre o que resta:
Orar pra o Senhor.

Cairo Pereira

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É paulistano nascido no Ipiranga. Fotógrafo profissional, formado pela UNIP Tatuapé (SP) 2015. Casado e tem três filhos. Possui 9 livros inéditos de poesia. Teve poemas publicados na IV Antologia Poética do Novo Milênio e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta (em Poá), sob a orientação de William Ferro. Gráfico com cursos no SENAI Theobaldo Di Nigris, em São Paulo. Atualmente trabalha no ramo da fotografia e desenvolve o blogCom Sabor de Trufas (poesia) e Cairo Estúdio Foto porque ama arte. Sua poesia também pode ser encontrada no Recanto das Letras: Cairo Pereira. Suas fotografias estão em redes sociais, como sua página no Facebook Cairo Estúdio e Foto e em seu Facebook Cairo Pereira.

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Poesia: Um soneto de fim de domingo, por Anderson Borges

Luto contra o peso dos pensamentos inúteis
Contra a inércia da rotina da livre escravidão
Contra a maré de águas turvas de pensamentos fúteis
Contra a falsa felicidade e a falsa insatisfação

Luto contra a digitalização das sensações
Contra a banalização de nossas tragédias
Contra o endurecimento das emoções
Contra a sofisticação de nossas misérias

Talvez sem qualquer razão
Sendo apenas mais um louco
Na insípida multidão

Aglutinando pensamentos soltos
Ainda que pareçam poucos
Na selva da informação


Anderson Borges
10/05/2015

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Professor da Rede de Ensino de Suzano, Graduado em Pedagogia (UMC), Pós-Graduado em Educação Especial (Uninove), participante da Diretoria Executiva da Associação Cultural Opereta, bem como do Núcleo Teatral e Comunicação da Opereta e integrante do Cia. Siso Teatral. Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Inclusão Escolar: O Processo de Escolarização de Egresso de Escola Especial Marcado pela Tentativa de Retorno Após Inclusão de Ensino Comum", sob a orientação da Profª. Drª Tatiana Platzer do Amaral (Menção Honrosa - 2008). Participou da Oficina de Montagem Teatral "Passos da Paixão" (de 2009 a 2013); do Curso de Artes Cênicas pelo Ponto de Cultura da Associação Cultural Opereta "Projeto Mãos à Obra" (2010), do Curso Livre de Artes Cênicas Associação Cultural Opereta/ APAC (2011); da Oficina "O Espaço Cênico e a Indumentária" na Oficina Cultural Mazzaroppi (2010). Atuou nos espetáculos teatrais "Passos da Paixão" (Direção Cia de Teatro Roda Mundo, Associação Cultural Opereta - de 2009 a 2013); O Auto da Luz (Direção Marco Senna, Núcleo Teatral Opereta - de 2009 a 2012); O Parturião (Direção Patrícia Albuquerque, Associação Cultural Opereta - 2010); Kibuxixo (Direção Terezinha Mesquita, Cia Siso Teatral / Cia Teatral Garra - 2011); Epístola (Direção Terezinha Mesquista, Cia Siso Teatral / Cia Teatral Garra - 2011), A Farsa do Advogado Pathelin (Direção Terezinha Mesquista, Cia Siso Teatral - 2011); A Peça Didática de Baden Baden (Direção Fernandes Júnior, Associação Cultural Opereta/APAC - 2011); Almas de Pedra (Direção Dílson Rufino, Núcleo Teatral Opereta - 2011); Almas Peregrinas (Direção Ailton Ferreira, Núcleo Teatral Opereta - 2012/ 2013); Cabaré (Direção Fernandes Júnior, Cia Siso Teatral - 2012); A Última Instância (Direção Wolney de Assis, Cia Siso Teatral - 2012/2013); Fragmentos: No Escritório de Um Advogado (Direção Geral Tuane Vieira, Direção de Cena Cibele Zuchi, Cia Siso Teatral - 2013). Atualmente exerce a função de Direção Geral da Cia Siso Teatral. E é um dos organizadores do blog Balcão da Arte.

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Poema: Quadrela, por Joyce Gomes


Silêncio lá fora.
Bagunça aqui dentro.
Sussurros meliantes
Badernas incessantes...

João-ninguém nem conversa,
Nem escreve, nem cria:
Só navega e emoticons envia.

Outros dizem ser,
Mas nada são.
Todos gritam,
Sem bradar! 

Quem quer vem sem esperar:
Petiscos, vinho tinto,
Salgados e diversão
(E cada um com o seu par)
Todos a se deliciar!

Ressaca muda.
Madrugada escuta:
Sexta pode brindar!

Joyce Gomes
16 de abril de 2017

---
Joyce Cristina Leme Gomes
Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC) e em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). Conquista da Menção Honrosa e de Prêmios com o grupo Vibe Comunicação na UMC: Relatório Acadêmico "Do Fusca ao New Beetle: Trajetória de Campanhas (Menção Honrosa - 2009)"; Painel, Relatório e Campanha Alternativa "Marketing Esportivo no Futebol" (Prêmio Excelência - 2010); Painel e Campanha Publicitária "Associação Cultural Opereta" (Prêmio Excelência - 2011). Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Trajetória de campanhas do Fusca e o seu impacto sobre o consumidor" (2010/2011). Foi voluntária, de 2011 a 2013, como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Instituição Cultural Sem Fins Lucrativos Associação Cultural Opereta. Conquista do Prêmio (2011) e da Menção Honrosa (2012) no 7º e 8º Prêmio Mogi News/ Chevrolet de Responsabilidade Social com o Projeto "Passos da Paixão", da Associação Cultural Opereta. Recebeu convite e teve 10 poemas publicados na coletânea “Palavra é Arte”, da Cultura Editorial (2014). Atualmente desenvolve os blogs Anderson BorgesBalcão da ArteGuitarra Flutuante e Joyce Gomes: Professora e Publicitária.

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Poesia: A Vida, por Joyce Gomes


A vida é sagacidade.
A tristeza vem,
E cala a felicidade.
Vai-se a tristeza,
Vem prosperidade.
Vai-se alegria e
Fica a ansiedade.

A vida é dissimulada.
É poupança zerada
É conta aumentada.
É amigo se ausentando,
Antes de se aproximar.

A vida é dualidade.
É a tempestade demente
Após a tranquilidade.
A florescer belamente...

Joyce Gomes



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Joyce Cristina Leme Gomes
Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC) e em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). Conquista da Menção Honrosa e de Prêmios com o grupo Vibe Comunicação na UMC: Relatório Acadêmico "Do Fusca ao New Beetle: Trajetória de Campanhas (Menção Honrosa - 2009)"; Painel, Relatório e Campanha Alternativa "Marketing Esportivo no Futebol" (Prêmio Excelência - 2010); Painel e Campanha Publicitária "Associação Cultural Opereta" (Prêmio Excelência - 2011). Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Trajetória de campanhas do Fusca e o seu impacto sobre o consumidor" (2010/2011). Foi voluntária, de 2011 a 2013, como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Instituição Cultural Sem Fins Lucrativos Associação Cultural Opereta. Conquista do Prêmio (2011) e da Menção Honrosa (2012) no 7º e 8º Prêmio Mogi News/ Chevrolet de Responsabilidade Social com o Projeto "Passos da Paixão", da Associação Cultural Opereta. Recebeu convite e teve 10 poemas publicados na coletânea “Palavra é Arte”, da Cultura Editorial (2014). Atualmente desenvolve os blogs Anderson BorgesBalcão da ArteGuitarra Flutuante e Joyce Gomes: Professora e Publicitária.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Poesia: Alguém, por Magno Oliveira


Eu quero alguém para me fazer companhia,
Passar a noite e me preocupar de dia.
Alguém com o sorriso bonito,
Que não se importe com meu jeito esquisito.
Alguém essencial
Daquelas que o fazem se sentir especial,
Ligar no ano novo e passar o natal,
Dar flores no dia dos namorados,
Alguém que me ajude a resolver desde os problemas mais simples aos mais complicados.
Eu quero alguém,
Que eu faça bem
E que me faça isso também.
Alguém que preencha em meu coração as lacunas existentes
Alguém que queira voar comigo
Sem medo de ser feliz.
Eu quero um amor bandido, um amor amigo, um amor de verdade
Daqueles que nos enche de orgulho e felicidade.
Quero alguém para o dia nascer feliz.


Magno Oliveira

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Nascido em Santa Isabel, interior paulista, no ano de 1992. É estudante de jornalismo, administra 3 blogs: Folhetim Cultural, Folhetim Esportivo Poeta Magno Oliveira. Já teve poesias publicadas em jornais, revistas digitais, sites e blogs. Em 2012 poesia Heroico Sorriso foi publicada num livro. Facebook: Magno Oliveira.

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Não Sou Apenas Minha Pele, por Claudio Domingos Fernandes


Negro, eu nego
as acepções de teu vocabulário
E de tua torpe teoria,
de minha inferioridade,
me liberto
Nefanda é tua desmedida cobiça
Sujas são tuas mãos, não minha pele
Elas se impregnam do sangue
de homens e mulheres
filhos destas terras,
e da distante África,
de meus ancestrais
Eu não tenho porque envergonhar-me
de mim, da cor de minha pele,
de meus cabelos pixaim
Negro, eu nego
as acepções de teu vocabulário
E de tua torpe teoria
Sou desejo, sou vontade, sou paixão
Lúgubre é teu coração
não meu canto:
celebração, resistência, afirmação
Negro,
não sou minha pele,
sou uma nação.

Claudio Domingos Fernandes

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Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". Facebook: Claudio Domingos Fernandes

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