sexta-feira, 9 de março de 2018

Poema: Januário, por Claudio Domingos Fernandes


Com Januário, é um olho aberto e outro fechado
De santo, Januario tem só o rabo
Cantava tia
Na Terra de cego é rei quem tem olho só
Em pingo d’água, Januario dá nó
Retrucava vó
Não é nada disso minha gente,
Se defendia Januario
É só aparência
Eu não como cru nem quente
É questão de paciência
Quem te conhece que te compre cumpadre
Seguia Maria Rita
Não sou eu quem digo
Nem é dito das cumadre
Tu não podes ver uma cabrita
Sebastião que tocava o pandeiro
Logo emendou
Voz do povo, voz de Deus!
Com Januario, deu mole
Perdeu!
Assim vocês me difamam
Cumpadre, meu amigo, não diga isso
Somos irmão, andas comigo
Mas que me salve o violeiro
Januario, não me meto em confusão
Em cumbuca alheia não meto a mão
Fez a fama deita na cama
Vamos todos pro terreiro
A noite se estendeu entre risos,
E cantoria
Pelas tantas,
Januário fez seresta para tia.

Claudio Domingos Fernandes

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Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". Facebook: Claudio Domingos Fernandes

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