Dando continuidade às postagens de danças regionais, hoje conheceremos um pouco do Jongo, manifestação cultural que nos remete diretamente às origens do samba e às manifestação da cultura africana trazida com os escravos ao Brasil.
Tal como o maculelê, o jongo também se utiliza de tambores, tendo inclusive o nome "Tambor" como uma de suas identificações (sendo chamado também de "caxambu" ou "tambu").Falar sobre o Jongo é resgatar também uma história de resistência da cultura afro-brasileira, onde a dança era um dos poucos momentos permitidos para a confraternização entre os negros e também onde o profano se misturava ao religioso:
"Para esses negros africanos e seus filhos, o Jongo era um dos raros momentos permitidos de troca e confraternização. O jogo é uma dança profana para o divertimento, mas uma atitude religiosa permeia a festa. Antigamente, só os mais velhos podiam entrar na roda. Os jovens ficavam de fora, observando. Os antigos eram muito rígidos com os mais novos e exigiam muita dedicação e respeito para ensinar os segredos ou "mirongas" do jongo e os fundamentos dos seus pontos."Antigamente usava-se o urucungo (arco musical que originou o berimbau) a viola e o pandeiro como acompanhamento, hoje geralmente utiliza-se três tambores consagrados, chamados de "caxambu" ou "tambu".
"Na realização do jongo forma-se uma roda de dançarinos e em seu centro um solista (jongueiro) puxa os cantos (pontos), respondidos em coro pelos participantes."
Um dos maiores representantes dessa manifestação cultural é o Jongo da Serrinha (RJ), situado na periferia da capital fluminense. Ocasionalmente também foram realizados encontros de jongueiros, reunindo grupos de diversas cidades do país.
Assista alguns vídeos relacionados ao Jongo:
Referências:
Wikipedia
Jongo da Serrinha
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
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Anderson Borges de Santana
Professor da Rede de Ensino de Suzano, Graduado em Pedagogia (UMC), Pós-Graduado em Educação Especial (Uninove), participante da Diretoria Executiva da Associação Cultural Opereta, bem como do Núcleo Teatral e Comunicação da Opereta e integrante do Cia. Siso Teatral. Atualmente desenvolve o blog da Associação Cultural Opereta.
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